sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Rotina da treta! ...

Rotina da treta!
É a expressão
Deixamo-nos todos envolver
sem “dar a volta” à situação
É acordar à mesma hora
É fazer as mesma cenas
Até já é rotina “a rotina”
Ser tema dos meus poemas
Já stresso sem me aperceber
Por cenas mais que banais
Páro e olho para os outros
E afinal andamos todos iguais
É a rotina
É esta sina
É o stresse
É passar metade do dia a fazer o que não apetece
Acordar quando se precisava de dormir mais umas horinhas
Sentir tudo à flor da pele e flipar com cenas mesquinhas
Sabem que mais?
Era poder pegar no relógio
E dominar o tempo
Sem lugar pr’o despertador
Dormia mais um bocado…
Era fazer parar os ponteiros quando está tudo bué atrasado
Acabar com os horários
Multiplicar as 24 horas
Não stressares quando o tempo esgota e ouves “vê lá se não te demoras”
Tava resolvido
Era perfeito
Teres o tempo na mão, fazeres tudo só quando desse jeito!

Tão Perfeito!

] Dany

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

2 | <3

Our hearts are beating as one.
Our perfect harmony, our sweetest destiny...

LY... mais que muito <3


P.S.: Thanks for all the moments, thanks for all =)

] Dany

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Sussurros vagos...


Um dia, numa conversa interessante com um desconhecido culto de quem já falei algures pelo blog, enquanto me esforçava por acompanhar o raciocínio de tudo o que ía ouvindo e resistir ao barulho constante do comboio em que seguia, parei nesta frase “Sabes? Quando alguém não te sabe falar deves fingir que não o ouves sussurrar”. A linha de lógica que tinha conseguido manter até aí caiu no vazio naquele instante e demorei alguns segundos a tentar interpretar. Sem me aperceber, a confusão na minha mente espelhou-se na minha expressão. Foi então que aquele senhor simpático acrescentou "Não tentes perceber. Talvez um dia te lembres da frase e a entendas". Manteve ainda o sorriso em silêncio um instante, naquele jeito de quem sabe que há coisas que não se explicam, aprendem-se vivendo. Acabei por cessar a luta de ideias que me invadiu a cabeça e continuar a conversa que entretanto tinha já fugido por completo ao tema mas a frase ficou gravada na minha memória até hoje... e afinal, enlaça todo o sentido…todo.
] Dany

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Junta as tuas meias às minhas…


[Junta as tuas meias às minhas... e torna os dias e as noites de Lisboa mais quentes! ]


Uma das equipas de rua da Comunidade Vida e Paz (CVPaz) quer recolher cinco mil pares de meias para os sem-abrigo de Lisboa até ao Natal:


Somos uma das muitas Equipas de Rua que colabora com a Comunidade Vida e Paz no apoio aos Sem-Abrigo de Lisboa durante a noite.
E todas as noites ouvimos o mesmo pedido: Têm meias? Têm meias? Têm meias?

Pegámos nestes pedidos e decidimos realizar esta Campanha - Junta as tuas meias às minhas… e torna os dias e as noites mais quentes!


As meias, de preferência escuras (pretas, azuis, cinzentas), podem ser entregues à equipa ou na sede da comunidade em Lisboa.

Para quem estiver interessado:

Campanha de Angariação de Meias para os Sem Abrigo de Lisboa
Comunidade Vida e Paz


Sofia Valente: vsophya@hotmail.com


Não custa ajudar. Divulguem ;]


] Dany

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Vaguear...


Apetece-me vaguear por aí...
Sem destino!
Vaguear levando só aquilo que tenho comigo
Aquilo que me enche a mente
O que segue o meu presente
Não sei
Andar por aí
Deambular
Pensar
Sentir
Reflectir
Deixar a mente arejar
Deixar a alma voar
Apetece-me…
Andar sem saber onde ir
Deixar o pensamento fluir
Correr contra o vento…
Apetece-me!
Sem saber bem explicar
Apetece-me fechar os olhos e deixar o pensamento dispersar
Apetece-me!

Sorrir!
Ir por aí,
Vaguear só eu e o que há pra sentir.

Andar,
Ir por aí
Vaguear só eu e o que há pra pensar
Vaguear no embalo de quem adora sonhar…
Vaguear!

] Dany

domingo, 28 de outubro de 2007

há um "pôr-do-sol" todos os dias...

Às vezes é mesmo importante parar pra pensar, revoltear a mente e quebrar o ciclo que nos torna cada vez mais egoístas, mais exigentes, mais mesquinhos. Hoje dei por mim frustrada por não ter conseguido substituir as colunas do carro, que por acaso até tem um som bacano de origem. Sim as outras têm tweeters e tal, era bem melhor e o facto é que estavam arrumadinhas e queria mesmo dar-lhes uso mas… foi demasiado absurdo. À tarde consegui ainda passar pela Costa da Caparica... aquele mar, aquela gente das ondas, aquele “chill out”, aquele entardecer, aquele pôr-do-sol. Sentei-me nas rochas enquanto saboreei as primeiras castanhas assadas do ano e ali fiquei até que o sol se perdeu no horizonte, a assistir ao melhor fenómeno da natureza. Veio-me à cabeça o stress ridículo com as colunas… aliás, diria que o problema será mesmo… falta de stresses, mas stresses a sério. Se por vezes a vida não nos corresse tão bem, se tivéssemos realmente problemas, não dávamos tanta importância a pequenas coisas. Ali fiquei, prostrada, iluminada por aquele sol incrível, a sentir-me tão mimada, tão irracional, tão egoísta…que quase me envergonhei de mim mesma. O bom é que o pôr-do-sol vem sempre atinar-me as ideias e encher-me a alma… lembrar-me que há pequenas coisas tão simples mas tão importantes que me agitam a mente, me acalmam, me consolam. No regresso recebo uma mensagem “dany, olha para a lua” …estava a atravessar a ponte sobre o Tejo quando desviei o olhar e …se há oportunidades perfeitas pra usar a expressão, esta é um delas… “sem palavras” ou quase… uma lua grande, enorme, Lua Cheia, cor de laranja, tão diferente, num céu escuro, sobre um mar calmo… ali estava um luar espantoso, quase sustive a respiração de espanto.

É a deixa perfeita pra vos escrever o meu lema de vida, aquele que acredito ser “o segredo” [ Saber gostar das pequenas coisas, as mais simples, ser feliz com pouco e sorrir com tudo]

Ainda que por vezes me esqueça, há um pôr-do-sol todos os dias pra mo segredar, pra mo relembrar, pra me fazer pensar…enfim, pra me revoltear a mente e me alimentar a alma.


] Dany

domingo, 21 de outubro de 2007

One month, one feeling, one love

Amo-te,
assim... dito baixinho, ao ouvido...
naquele tom que só consigo quando te tenho comigo.
Tu sabes...
aquele amo-te que te segredo com um brilho no olhar,
naquele sorriso que denuncia que sou tão feliz por te amar!



] Dany

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

new day, new Sunrise, new mind...


O tempo é cada vez menos pra tudo o que queria e tenho pra fazer e sacrificar as horas de sono passa a ser uma alternativa viável. O barulho irritante do despertador quebra o silêncio de repente e só me apetece atirá-lo contra a parede e fazer a vontade ao corpo. Sinto-me cansada, queria tanto poder dormir mais umas horinhas. Levanto-me e de repente o cansaço dá lugar a um arrepio enérgico… estou revoltada! O barulho do despertador ainda ecoa pela minha cabeça a atordoar-me e apetece-me estar contra tudo, ditar as regras, baldar-me às aulas e fazer só o que me apetece, esquecer horários, quebrar com as obrigações, fechar os olhos aos problemas e aos stresses mesquinhos, dizer o que me vem à cabeça, viver das boas vibes... sim, sou uma sonhadora mas hoje nem tempo há pra me perder em devaneios. A velha rotina da manhã repete-se mais uma vez e saio de casa enquanto resmungo baixinho. Entro no carro, inspiro fundo... há tempo ainda pra pôr as minhas musiquinhas a tocar antes de dar à chave. Parece que hoje nem isso me acalma... a minha “restless mind” decidiu assumir o comando. De repente, os meus olhos ainda entreabertos a ceder ao cansaço ganham vida. Entre os prédios que ladeiam a estrada em que sigo saúda-me um nascer do sol perfeito, lindo, misterioso. Vem trazer-me à memória o último nascer do sol a que assisti, mais que perfeito, e lembra-me do poder que tem sobre mim. Parece que tudo muda num segundo. Os músculos relaxam, os olhos ganham força como que para aproveitar cada bocadinho de cada raio de sol que os atinge, a cabeça entra em chill out completo e nesse mesmo instante a frase da música que toca segreda-me ao ouvido: “she´s only happy in the sun” =) yes, it’s true...´

] Dany

domingo, 7 de outubro de 2007

Pra ti Bri que estás... Tão Longe e Tão Perto!

500km! Estás tão longe e eu sinto tanto a tua falta. Sinto falta do teu sorriso a arrancar-me outro de volta, sinto falta das nossas conversas à “gente do norte”, sinto falta daquela noite a contar estrelas cadentes, falta dos anhanços perfeitos, falta das nossas expressões, de todas as conversas, de todas as piadas secas, de todas as gargalhadas, de todos os bons momentos... sinto falta de ti, aqui, ao meu lado. Sinto! Malditas saudades que me apertam o peito e me molham os olhos, malditas! ...e maldito este aperto de não te ter dado aquele beijo de despedida, de não ter estado lá a ver-te partir, a acenar-te até perder a força no braço ou até te perder de vista! Revejo as nossas fotos vezes sem conta. Relembro os dias perfeitinhos que marcaram estas férias... caimbras malvadas na barriga, aquelas...tu sabes. Estás longe sim, mas o teu lugarzinho no meu coração traz-te até mim a cada instante. Tão longe e tão perto... revejo-te a cada aperto de saudade, a cada sorriso solto quando me perco em memórias, a cada fotografia, a cada recordação. Tu sabes o quão “desnorteada” sou... e não, não estou a falar das mil e uma vezes em que vos arrastei na carrinha pelos caminhos errados sem fazer a mínima de pra onde ía... não, não é esse desnorteio...é mesmo aquele que às vezes não me deixa aperceber do tanto tempo que passou desde a última mensagem que trocamos... esse! Às vezes posso não estar tão “perto”, não mandar mensagem sempre que penso em ti, não partilhar contigo o que sinto cada vez que a saudade aperta... mas acredita, lembro-me de ti todos os dias... mesmo nos mais atarefados, quando paro um instante pra beber café e há qualquer coisa que falta...aquele restinho, tu sabes… lembro-me sempre, SEMPRE. Não...nunca te vou esquecer e nunca vou deixar de sentir a tua falta... promete-se que esse “medo estúpido” não volta e que o meu desleixo inconsciente nunca te fará duvidar, promete-me Bri, promete-me...


“Mas o facto é que eu vi-te primeiro”
=) esta é só nossa, esta ninguém percebe, esta ficará, pra todo o sempre... adoro-te ya?

] Dany

domingo, 30 de setembro de 2007

De volta à rotina...


No fim das férias apetece sempre voltar atrás, repetir cada bom momento, cada reencontro, cada abraço, cada viagem, cada descoberta, enfim… apetece acreditar que “recordar é viver”...por isso, hoje decidi parar para organizar a confusão de vídeos, recordações e fotografias destas férias… acreditem, paro a cada uma ...e são tantas, tantas… Lembro-me tão bem daquele flash, de estar naquele sítio, com aquelas pessoas... fecho os olhos e parece que revivo cada momento ao pormenor, sim…como se estivesse ali, a sorrir para a máquina fotográfica naquele instante. Como soube bem rever familiares e amigos que não via desde as últimas férias grandes… como soube bem sentir aquele conforto e deixar que um sorriso enorme e incontrolável falasse, como soube bem aliviar as saudades que um ano de distância trouxe, sentir aquela lágrima cair no ombro e deixar escapar outra no meio de um abraço apertado… e como custou aquele “adeus”, aquele sufoco apertado e aquele abraço sentido, como custou deixar cada sítio visitado pra trás e a pouco e pouco ver o tempo escapar... enfim, como custou voltar à velha rotina...!


] Dany

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

For you... my beloved one




Ha musicas que nos tocam, musicas com letras perfeitinhas, sons que nos arrancam sorrisos, nos aconchegam, nos acalmam... e ha pessoas que vem tornar essas musicas ainda mais especiais. Hoje decidi deixar um desses sons em post… porque sempre gostei, porque agora gosto ainda mais, porque traz ja tantos bons momentos a memoria, por ser tao perfeitinho, por ser nosso e porque te adoro…

Your eyes shine through me,
You are so divine to me

For you, my beloved one…

] Dany

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

AVANTE, não há festa como esta =)

As saudades dos tempos da road trip eram mais que muitas.
Como soube bem sentir de novo as nossas vibes, viver o nosso espírito e fechar as férias com a carvalhesa na cabeça. Ai a carvalhesa...

”OLHA, VAI DAR A CARVALHESA, BORA, COOOORRRREEE”

...aquele som que nos faz correr para o meio da multidão a uma velocidade única, tal é o entusiasmo... Chegar lá, sentir a euforia, vibrar com o fogo de artificio e dançar naquele jeito que só quem sente sabe. Como soube bem no primeiro dia, depois de ver o nascer do sol, lembrar as noites passadas no carro, acordar uma hora depois a transpirar por todos os lados, ir tomar o pequeno almoço naquele spot só nosso e então domir até às duas da tarde numa cama decente. Ai se aquela casa falasse... =) como souberam bem todos os momentos de puro anhanço em spots privilegiados do recinto, as nossas conversas, as gargalhadas, os atrofios. Como soube bem aldrabar tudo o que tínhamos planeado. Como soube bem acordar no domingo com o membro da crew que faltava a dar-me os "bons dias"... só chegaste no último dia mas valeu por tantos Bri, (“e o facto é que eu vi-te primeiro” ...private joke =) Aquele último dia... descobrimos que temos jeito pra regatear e a darbuca já é MIIINHAA =) aquela tentativa de batuquinho improvisada foi mais que perfeita... descoordenada, completamente avacalhada mas (desculpem-me os comunas), durante o discurso do comício vale tudo. O melhor? O melhor estava pra vir. Blasted, a autêntica “p*ta da loucura” ... com moshs, empurrões, pisadelas, tudo a que tinhamos direito... e no fim, a derradeira, a perfeita, a última carvalhesa a fechar. Dói tanto este aperto cá dentro por ter de esperar um ano pra reviver o feeling... se há batuquinhos com uma magia especial a carvalhesa é sem dúvida um desses. Tutururututu tututururututu... para o ano há mais. Por agora? a saudade e o que restou dos atrofios estúpidos, avacalhados mas perfeitinhos que marcam a diferença e nos arrancam tantas gargalhadas...ahh aquelas expressões =)




Carvalhesa, AVANTE2007, aí está.
E saber que algures entre a multidão estávamos nós a dançar como se não houvesse amanha... aquele aperto, aquela lágrima, aquela saudade. Lembro-me tão bem. Só quem já dançou uma carvalhesa entre a multidão e sob o fogo de artifício é que sabe. Aquela força, aquela união e aquele feeling são únicos, contagiantes e indescritíveis. Poucos são os momentos de tão pura euforia... só quem lá está sente, só quem já sentiu percebe a vontade mais que muita de voltar. Saudade...tanta!

“não há festa como esta”

] Dany

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Boa Sorte/Good Luck (Vanessa da Mata feat Ben Harper)



O espírito "Paz e Amor" dos sons do Ben Harper contagiou-me desde a primeira vez que os ouvi. Tenho as minhas preferências obviamente mas consigo tirar de cada uma das músicas um sentido especial e uma razão para as ouvir vezes sem conta sem me cansar. Quando as boas vibes se esvaem, há sempre um som com uma letra perfeitinha que mas devolve. Quando por qualquer motivo me sinto mais feliz que o normal...há sempre outro que parece que sorri comigo. Em Maio surgiu um dueto do Ben com a Vanessa da Mata, duas vozes perfeitas. Confesso que ainda só tinha ouvido de relance, mal deu pra sentir a música. Ouvi ontem com calma e... está tão perfeito, aconchega. O ritmo faz mexer o corpo, a letra faz mexer a alma! Digno de um post =)

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Lisboa-Tunes-Portimão...


Quem me dera poder fazer chegar este texto a quem se destina.

Acabada de chegar da road trip, pouco passava das onze da manha. Os pais já estavam no Algarve há uns dias e tinha prometido ir ter com eles logo que voltasse. Na azáfama da viagem nem me lembrei de comprar o bilhete com antecedência. Arrumo umas coisinhas, tomo um banho demorado e como qualquer coisa. Nem me apetece fazer almoço…sinto aquele aperto cá dentro por ter chegado ao fim dos catorze dias mais ansiados do ano. Sem tempo pra demoras,
preparo tudo e cravo uma boleia até à estação de comboios do Oriente.

BILHETES ESGOTADOS para o comboio que queria, resta-me ficar duas horas à seca e seguir no das 19.20. Valeu-me o pc que durante algum tempo ainda captou rede e deu pra teclar uma beca. Entretanto ponho-me a olhar para o bilhete… já me tinha esquecido que tinha de fazer escala em Tunes, logo eu que nunca andei de comboio pra tão longe e que não faço ideia de nada. Pra piorar apercebo-me que exagerei na carga. A mala de viagem estava pesadíssima, mais o pc, a eastpak às costas e a mala onde levo os telemóveis, a carteira e o mp3. São quatro horas de viagem, chego lá por volta das 23.30, é o previsto. Puro tédio, pensei eu!

Quem me dera poder agradecer ao senhor simpático e culto que tagarelou comigo no comboio inter-cidades… não imaginam o tanto que aprendi naquelas duas horas de viagem…
...e ao casal rastafa que me ofereceu bolachas de chocolate e a todo o pessoal que me foi ajudando a carregar com a mala… tinha sido impossível descer as escadas do comboio em Tunes e subir para o outro a carregar tudo sozinha.
Por fim, restava-me agradecer às senhoras velhotas do último troço da minha jornada, no comboio inter-regional, que passaram metade da viagem a investigar o meu piercing com desdém e a outra metade a discutir a saga do filho mais velho da dona Graciete que saiu de casa pra ir viver com a namorada sem sequer casar, “nem plo civil, é uma vergonha”… sim, descobri que uma viagem num comboio regional é melhor que qualquer novela da TVI, ouve-se de tudo, sabe-se de tudo.
Talvez devesse agradecer também ao homem sisudo que me respondeu mal antes de entrar no comboio. Ao invés de estar calada decidi responder no mesmo jeito e retribuir a falta de simpatia... só então reparei na identificação: "revisor". Uns minutos depois, ali estava aquela personagem irritante a pedir-me o bilhete com ar de convencido … enfim, apesar de tudo não implicou com o meu bilhete super amachucado que desfiz à pressa depois de ter dobrado em cinco ou seis vezes…foi o entretém do início da viagem, lá me lembrei eu que ainda não tinha passado plo pica e pior ...que pudesse ser o troglodita antipático.

] Dany

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Silêncio falante...

São onze da noite, a praia está vazia e não há um único foco de luz além dos barcos perdidos e das estrelas, hoje mais que muitas. Não corre uma brisa e o ar está quente mas consigo sentir a maresia na pele a cada rebentação. Disperso, ecoa um silêncio falante…sim, o silêncio das estrelas que há bem pouco tempo aprendi a ouvir. Deixo-me percorrer pela paz que me transmitem, como se só existisse eu e o pouco que os meus olhos alcançam entre a escuridão... como se cada ponto de luz no céu me sussurrasse baixinho, me entendesse, me falasse. Sozinha no meio do imenso areal… só o barulho das ondas e a luz das estrelas. Lá longe ainda ouço alguém falar depressa. Ecoa pela praia vindo não sei de onde, cada vez mais abafado… até que se perde. Deito-me no areal húmido e sinto o frio trilhar-me o corpo e manter-me acordada. Sem dar conta, estou a respirar ao compasso do barulho das ondas, como se me confundisse com aquele lugar perfeito. Respiro fundo umas quantas vezes. Tento varrer de mim as memórias. Não quero pensar em nada… mas é inevitável. Enterro as mãos na areia, tacteio-a e deixo-a escapar-se de mim por entre os dedos como se fosse o passado, grão a grão, memória a memória. A comparação é absurda e disparatada mas traz-me algum consolo e surge como refúgio perfeito. Concentro-me e deixo-a tomar ainda mais sentido, mais seriedade. De repente, num gesto seco, fecho a mão. Com o punho cerrado consigo sentir as unhas cravarem-se na pele, cada vez com mais força. Deixo vir à memória todas as recordações, tudo o que quero deixar para trás, de vez. Fico alguns segundos a reflectir e então, devagar, vou aliviando os dedos e deixando escapar a areia, lentamente. Deixo-a levar de mim todas as memórias, tudo o que pertence ao passado… deixo-a levar-te de mim. Levanto-me devagar, tenho o corpo entorpecido e a areia a escorrer pelas costas. Está agora um vento fresco e agressivo… o frio da areia húmida era bem mais confortável. Sustenho a respiração por uns segundos. Sinto-me estranha! Apesar de toda a areia ainda colada ao meu corpo sinto-me mais leve, muito mais. Fito o céu num último relance de olhar e, de repente, vejo uma estrela cadente, como se fosse a ultima réstia de memória a esvair-se. Foi assim que a senti, foi assim que me falou… foi assim que quis que me falasse, foi assim que levou de mim o resto do que era teu, para sempre! Solto um sorriso incontrolável, em jeito de grito de independência. Sinto agora o vento enérgico chicotear a areia contra a minha pele, cada vez com mais força e fecho os olhos de repente… a frase que um dia alguém me segredou ainda soou baixinho na minha cabeça “Lembra-te, o destino é imutável, não tentes fugir dele”. Sabes que mais? Eu não acredito no destino, acredito no amor…

] Dany

domingo, 19 de agosto de 2007

Just... perfect ! =)


Inesquecíveis, irrepetíveis, perfeitos... 14 dias, 2000 km, tantas estradas perdidas, alguns azares, uma imensidão de sorrisos, algumas horas de sono, muitas horas de diversão, 4 depósitos de gasóleo, umas quantas latas de atum, outras tantas de salsichas, milho, ervilhas e cogumelos, 4 estrelas cadentes, 3 cassetes de vídeo, alguns escaldões, umas poucas (mas irritantes) picadas de insectos, tantas loucuras, milhões de bons momentos, 4 pulseiras, 4 grandes amigas e agora.... uma lágrima no canto do olho! A dor de barriga das tantas vezes que nos rimos descontroladamente é agora um aperto bem diferente… saudades, tantas… Sinto falta do pó do sudoeste, de adormecer com os sons da tenda electrónica, dos banhos de água gelada rodeada de uma multidão enérgica, dos anhanços ao relento, dos jantares improvisados, da noite a bater panelas como se fossem jambés, dos momentos de Freestyle, dos batuquinhos, das danças, de todos os concertos, de todas as fotos… falta de lavar os dentes enquanto tomava banho e do êxtase que foi ir a uma casa de banho decente nos cafés da Zambujeira. Saudades das tantas vezes que passamos pelas “Operações Stop” como se fossemos fugitivas e de suspirar de alívio quando não nos mandavam parar. Falta do trabalho de equipa que era rodar o volante da nossa carripana quando estacionávamos, falta de todas as tangentes que fizemos, de todas as buzinadelas ao pessoal que passava, ao ti Manel e à ti Maria, falta de todos os atolanços e da festança que era quando nos safávamos, falta da rave nocturna na carripana numa ruela perdida de Lagos, da musiquinha pimba das viagens, da musiquinha melancólica, das cantadorias em êxtase, falta dos desenrascanços …falta da lanterna psicadélica a substituir os médios da carrinha quando decidiram falhar de noite…falta de tudo. Falta daquele banho de mar às 9.30 da noite e do jantar na street… como soube bem instalarmo-nos em frente ao hotel 5 estrelas de Albufeira, pôr o camping gás no meio do passeio, rádio a bombar com os nossos sons, roupa estendida pelo muro da rua, “É tudo nosso” …foi a primeira noite passada na carrinha. Ainda me lembro dos olhares estranhos, de acordar com o sol a acariciar-me a cara, com a perna entalada no volante, o pé dormente e apesar de tudo, um sorriso enorme… ! Assim foram algumas alvoradas em spots perdidos deste Portugal onde um lugar para estacionar a carripana era tudo o que restava. Lembro-me de quando conseguimos a primeira casa… em Lagos. Como soube bem a água quente percorrer-me o corpo, tomar um banho decente e poder secar o cabelo …foi como regressar ao mundo moderno vindas sei lá de onde…! Saudades… tantas. Cineminha, disconights, cafezinhos, anhanços, festinhas pimba do Norte, bailaricos, as aventuras no McDrive, o geladinho haagen-dazs, a autêntica perseguição da SIC… tantos bons momentos, incontáveis… e a certeza de que muito ficou por explorar, muitos caminhos por trilhar, muitas aventuras por arriscar. Viagem perfeitinha… a primeira de muitas, com novos spots, no espírito de sempre! Road Trip 2007 ABCD cru, cozido, assado, frito (com aquele sotaque mesquinho) é o grito de honra, our code…só pra entendedores =)

] Dany

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

FÉRIAS! [ Road Trip! ]













A contagem decrescente começou nos sessenta dias, a ideia… surgiu muito antes disso, muito mesmo… mas parece que foi ontem, passou a correr e afinal, é já amanhã! Há alturas na vida em que apetece sair daqui, deixar tudo pra trás, viajar…mesmo que sem destino, o que interessa é mesmo bazar! Amigos, boas vibes, muuuuita vontade de viver a vida…e está tudo Checked! Tá done! Road Trip…here we go! Quinze dias… quinze dias fora de tudo, longe, num “espírito diferente” dominado pelas boas vibes, sem preocupações, sem justificações, sem sermões… quinze dias fora daqui, fora de mim… longe! O marco…é o amanhã!!! Amanhã partimos daqui e a expressão de honra é mesmo…NO RULES! Dormir, curtir à grande, festivais, noitadas, explorar novos spots, surfar “novas” waves, conhecer people, vaguear por aí na bela da carrinha…quase hippie (quaaase =P , correr o país de lés-a-lés sem obrigações, na descontra…e venham os vipes! o espírito nas boas viiiiibes…, música, muita música, free mind e amizade, mesmo muita…e da boa =) here we go…the perfect trip, no doubt! NO SENSE, NO RULES! Assim me despeço… até qualquer dia =P ...Dany